Feliz aprendizado em 2014!

630x350xfeliz-2014-64-630x350.jpg.pagespeed.ic.oDTuMDYCOoEm 2014 completa 20 anos da publicação de um dos artigos que mais influenciou minha vida acadêmica e, consequentemente, minha vida profissional. The Learning Economy (A Economia do Aprendizado), de Lundvall e Johnson, foi publicado em 1994 no Journal of Industrial Studies e hoje Lundvall é o quarto autor mais inspirador nos estudos sobre inovação.

O artigo trata sobre a necessidade de enxergamos uma nova economia, menos centrada no trabalho, capital e máquina – como nos tempos de Marx e Adam Smith – mas sim no conhecimento. A assinatura singular do artigo no entanto, está no fato de que, se conhecimento é o cerne do poder econômico, então o aprendizado deveria ser o principal foco dos agentes econômicos já que aprender é adquirir conhecimento.

Enxergando o mundo dessa forma, todas as instituições estabelecidas nos anos da economia do capital passam a ser obsoletas e precisam ser revisitadas. Alguns exemplos:

  • Escolas e universidades não mais são donas do conhecimento. Elas precisam agora adotar um papel de capacitar os alunos a permanentemente adquirir conhecimento, e entender que os alunos estão lá para “aprender a aprender”. Com esse objetivo, todo o processo e técnicas utilizadas precisam ser transformados uma vez que o resultado esperado não é mais a pessoa como um repositório de conhecimento e sim uma pessoa capaz de entender, aprender e interpretar o mundo a sua volta.

  • Governos e entidades reguladores não deveriam apenas se preocupar com monopólios e onde colocar dinheiro público. Esses agora são apenas meios para se alcançar resultados realmente relevantes (que, me permitam, muitas vezes são ignorados em campanhas políticas que dizem que destinar recurso é a solução dos problemas). Governos e reguladores precisam agora intermediar e garantir que o conhecimento seja absorvido localmente quando agentes externos trazem investimentos e usam dos recursos locais.

  • Empresas não deveriam buscar a estrutura mais eficiente do ponto de vista da produção. Organizações agora devem focar na estrutura e processos que geram maior aprendizado e permitem a troca de ideias e experiências entre todas as hierarquias. Em um outro artigo de Lundvall ele cruza características da organização que aprende (uma delas a horizontalidade das estruturas hierárquicas) com a capacidade inovativa das empresas. Adivinha que tipo de estrutura possui melhor desempenho?

Toda essa transformação, numa escala global, leva tempo e causa conflitos entre as formas de pensar e de conduzir essa mudança. Muitos concordam que “faz sentido” o novo jeito de pensar mas poucos tem ideia de como executar e menos ainda tem a coragem para experimentar e descobrir. E assim continuamos a caminhar a passos de formiga e sem vontade.

Para mudar essa realidade e fazer 2014 um ano realmente diferente, é preciso direcionar esforços e atitudes em direção ao aprendizado. Nesse sentido, compartilho aqui as minhas maiores lições de 2013:

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  1. Encare toda e qualquer momento como uma oportunidade de aprendizado. Conheço pessoas assim e é impressionante como todos a respeitam e admiram profissionalmente. Você também deve conhecer. Normalmente são pessoas que transpiram humildade e perguntam e escutam mais do que falam. Observe e aprenda com elas.

  2. Dizem felicidade vem, dentre outras coisas, de se praticar aquilo que se aprende. Então coloque em prática o que aprender. Não adianta ler livros de auto ajuda se você você não se ajudar – na verdade não adianta ler qualquer outro livro se você não for usar o que aprender. E lembre-se que o aprendizado só é validado na prática. É importante conhecer a teoria, mas elas são simplificações e generalizações da realidade. Mantenha isso em mente e pratique o que aprender!

  3. Os pontos 1 e 2 são parte de um ciclo virtuosos (e não vicioso) que tem um terceiro pé: refletir. A reflexão após a prática leva a consolidação e internalização do aprendizado e permite ações mais bem estruturadas e com maior chance de sucesso.

Se você é professor ou aluno, governante ou governado, empresário, gerente ou empregado, não importa. Sempre podemos aprender mais e refletir sobre qual o nosso papel para construir, ou que papel queremos ter nessa nova economia. Portanto, aprenda, pratique, reflita e comece de novo. Aproveite que o ano começou agora, aproveite todos os planos e promessas que você fez a ninguém mais que você mesmo. O 1% de inspiração você já teve. Agora faltam os 99% de transpiração. E você tem o ano inteiro pela frente.

FELIZ 2014! Que o ano traga muitas oportunidades de aprendizado e grandes realizações!

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