Por que improvisar?

Essa semana tive a oportunidade de facilitar o aprendizado de um grupo de pessoas na técnica dos 5 porquês. Fizemos um dia de teoria e aplicamos a técnica numa situação real que poderia ter resultando num desastre para o workshop. A solução veio de uma técnica utilizada no teatro de improviso.

O objetivo da semana era trabalhar o desenvolvimento prático de instruções padronizadas de algumas atividades que não ocorreram. Um problema no processo impediu a realização das mesmas no horário marcado. O resultado foi que a atividade que seria padronizada aconteceu no turno da noite, o que não estava no combinado. Foi então impossível aos participantes observarem a execução.

E quantas vezes isso acontece também no nosso dia-a-dia? É comum acontecer algo que vem sem ensaio, que não foi combinado ou que não estava no planejamento. Muitas vezes isso nos leva a frustração e de volta para a mesa de reunião. Ou mesmo a buscar aceitar que foi um aprendizado para a próxima e aceitar a derrota momentânea. Porém em alguns casos não haverá próxima vez, ou a necessidade é imediata e/ou inesperada. E é necessário improvisar. Afinal, não é possível admitir que 15 pessoas que estão dedicadas 5 dias para um workshop fiquem sem fazer nada, certo? Não seria respeitar o tempo dessas pessoas, nem o cliente que contratou o trabalho.

Depois de refletir um pouco, lembrei de colocar em prática as técnicas que aprendi no livro To sell is human de Daniel H. Pink. A improvisação é uma das 3 propostas que o autor coloca para melhorar o seu desempenho na venda de produtos, serviços, idéias ou qualquer tipo de negociação. Eu não estava vendendo, mas precisava improvisar. E era a oportunidade de praticar.

São 3 regras gerais para a improvisação. A primeira é encarar tudo como uma oferta. Toda situação que vivemos pode ser encarada como uma porta entreaberta. No meu caso da semana, o problema ocorrido era na verdade uma oferta para trabalhar ferramentas de soluções de problemas. Por mais que pudesse ser visto também como uma razão para acabar o workshop mais cedo e voltar cada um para o seu dia a dia. Um bom exemplo de como podemos receber essas ofertas vem da turma do humor. O vídeo a seguir mostra como cada um recebe essas ofertas de forma diferente. A sugestão é sempre receber de forma positiva.

A segunda regra é dizer “sim, E…”. Essa frase nos coloca em modo criativo e cataliza o poder de desenvolvimento de soluções. Ao contrário de dizer “sim, mas…”, que nos aprisiona e nos impede de seguir em frente. No nosso caso, “sim aconteceu um problema E isso possibilitou trabalhar a ferramenta dos 5 porques”. Especialmente durante sessões de brainstorming (tempestade de ideias, toró de palpite, etc), dizer “sim, e…” ajuda a perceber potencial e os pontos fortes de cada oferta que é feita.

A terceira regra é fazer seu parceiro sair bem na foto. Quando nos deparamos com a impossibilidade de observar a atividade e seguir com o planejamento do workshop, a preocupação foi com os participantes e como eles poderiam ter a melhor experiência. Eles eram meus parceiros na realização de um trabalho. Além disso, iriam apresentar o resultado da semana na sexta-feira para o chefe. Eles precisavam aparecer bem na apresentação pois foi uma oportunidade rara para os participantes. E os elogios foram muitos! Inclusive para replicar em toda a região a solução encontrada após todos os porquês.

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