Criatividade, arroz e velotrol

Ilustração de Bruno Lanza

Ilustração de Bruno Lanza

“Hoje tem feijão com arroz

Já disseram os tarôs.

Vou almoçar de velotrol

Não pense que sou mongol.”

Faço minhas as palavras do último verso. Eu não fiquei louco. Este é apenas o resultado de um exercício de criatividade do qual participei com o talentoso Bruno Lanza. Talentoso ilustrador. Como poeta, deixo pra vocês avaliarem.

O exercício é um dos vários contidos no livro Creativity Workout: 62 Exercises to Unlock Your Most Creative Ideas (em português seria “Malhação para Criatividade: 62 exercícios que vão libertar suas idéias mais criativas”). Este é apenas um dos 57 livros do professor maltês Edward de Bono, que também é médico, inventor e consultor. de Bono é conhecido pela criação do termo “pensamento lateral” e pelo seu trabalho no estímulo à criatividade humana como função fundamental do cérebro. Essa relevância é comprovada pelo espaço que as inovações adquiriram no processo de competição entre empresas.

Somos bombardeados diariamente com propagandas e promessas de empresas “inovadoras” e pode acontecer de esquecermos que uma organização que produz inovações é feita de pessoas inovadoras.  Por vezes o ambiente de trabalho estimula essa atitude. Outras, é necessário persistência para usar a criatividade desenvolvida ao longo da vida para o trabalho. Outros nem percebem a própria criatividade. Ou mesmo a reservam para momentos da vida pessoal. De qualquer forma, uma dessas pessoas é você.

“Mas eu nem sou criativo! Isso é coisa de artista, fotógrafo, designer e outros poucos iluminados!” dizemos muitas vezes. Mas a criatividade está presente em todas as atividades humanas. E todos nascemos com essa capacidade. E, segundo Sir Ken Robinson, nós a perdemos no processo de crescimento nas escolas e empresas.

Essas organizações, na maioria, não são desenhadas para lidar com criatividade. Fomos doutrinados a estabelecer eficiência em tudo o que fazemos. É conhecido que, as partes dos nossos cérebros que trabalham com processos lógicos, inibem as partes em que a criatividade acontece. Consequentemente, nos tornamos pessoas rígidas, de mal humor, inflexíveis e fechados a coisas novas[1].

Portanto, você precisa assumir a responsabilidade em desenvolver a sua própria criatividade. Por enquanto, empresas e escolas estão no caminho que as tornarão organizações que promovem a criatividade. E por que não começar com um poema? Siga o exemplo do nosso amigo Bruno! O exercício é simples:

  1. Escolha duas palavras quaisquer.  Este site ajuda a gerar palavras randômicas: http://creativitygames.net/random-word-generator. É em inglês, mas você pode usar o google tradutor. Para gerar, basta clicar no número 2 que aparece abaixo do título “Random word generator”;
  2. No nosso exemplo, as palavras do Bruno foram ‘arroz’ no primeiro verso e ‘velotrol’ no terceiro;
  3. Use a primeira palavra no final da primeira linha do seu poema. No final da segunda linha, use uma palavra que rime com o primeiro verso;
  4. A segunda palavra você vai usar no final do terceiro verso. O quarto verso você fecha com uma rima para a segunda palavra.

Experimente! E poste o seu poema nos comentários ou na nossa página do Facebook. =)


[1] Dave Steward and Mark Simmons (2010), Business Playgroud: Where creativity and commerce collide.

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