Liberte sua empresa!

EinsteinEm 1994, dois professores da Universidade de Aalborg na Dinamarca escreveram um artigo chamado The Learning Economy – A Economia do Aprendizado. Nesta época todos começavam a repetir que vivíamos na era do conhecimento e que a internet estava revolucionando o mundo. Pois bem.

Os professores Lundvall e Johnson em seu artigo já falavam dos oceanos de informação que se tornaram disponíveis com a internet. Segundo eles, a chave para se navegar nesses oceanos não estava em disponibilizar mais informação e conhecimento online. Mais importante que ter acesso, é aprender a aprender. Discernir o que é relevante, e saber transformar conhecimento em valor são as fontes de vantagem competitiva. Inovar.

Para as empresas, argumentam os professores, isso significa diminuir níveis e influência de hierarquias sobre as pessoas, eliminar barreiras de acesso às fontes de conhecimento, e promover a ampla interação entre equipes, fornecedores, concorrentes, universidades e centros de pesquisa. Tudo para estimular o aprendizado e a inovação.

O autor e professor Gary Hamel, em entrevista recente para a empresa de consultoria McKinsey, afirma que as empresas precisam evoluir. “Reconhecemos que a maior parte da geração de riqueza vem das pessoas em contato com clientes. (…) Penso que já entendemos que a criação de valor acontece, cada vez mais, na periferia. Mas ainda temos essas organizações que concentram poder e autoridade para as pessoas no topo. Acredito que, no futuro, as estruturas, a compensação financeira, as tomadas de decisão devem se equiparar a essa nova realidade”.

No Brasil, e quase 20 anos depois do artigo dos professores dinamarqueses, muitos líderes ainda não entenderam o recado. Acesso restrito à internet, gestões nada transparentes, decisões autoritárias e a repetição do jargão “manda quem pode, obedece quem tem juízo” ainda se propagam. Não é de se surpreender então que o Brasil esteja em 58º no ranking do Global Innovation Index, atrás de alguns países da África e do Oriente Médio.

O que precisa ser feito? Primeiramente abdicar um pouco do controle das coisas. Ambientes muito controlados são também engessados e restritivos. Não há espaço para a criatividade e muito dificilmente as pessoas vão conseguir pensar “fora da caixa”.

É preciso estimular as conexões com o mundo. Libere o acesso ao YouTube, blogs e Facebook na sua empresa. Não se preocupe com a produtividade. As pessoas que se distraem com isso talvez já não estivessem assim tão interessadas no trabalho. A única diferença é que agora você vai saber quem e quanto – e poderá fazer algo a respeito.

Por fim, a economia do aprendizado exige uma empresa que seja capaz de estimular e direcionar esse aprendizado. O seu papel de líder é exatamente esse: prover recursos e promover um ambiente de colaboração e construção coletiva. Comece hoje a criar as condições para que as pessoas na sua empresa se sintam engajadas a usar o seu pontencial.

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3 Respostas to “Liberte sua empresa!”

  1. Wilson Says:

    Excelente !!!


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